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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Como funcionam os cachorros
por Hannah Harris - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Introdução

cachorros
O relacionamento entre pessoas e cachorros começou há pelo menos 15 mil anos, fazendo dos cães provavelmente os primeiros animais domesticados. Existe uma variedade impressionante de cães, mas desde o nobre e imenso Dogue Alemão até o pequeno e esperto Chihuahua, são todos uma única espécie, com uma única história.
Neste artigo, descobriremos de onde vieram os cães, como são e como agem. Também veremos o que as descobertas genéticas mais recentes têm a nos dizer sobre os cães e falaremos sobre como escolher o cão certo para você.

Um Dogue Alemão Tigrado e um Chihuahua mestiço
Imagem cedida por Ellen
Um dogue alemão tigrado e um chihuahua mestiço

O surgimento dos cães
Os cães são membros da família Canidae. Canídeos são parte de um grupo maior chamado Ordem carnivora, que também inclui ursos, quatis, gatos e focas. Alguns fósseis mostram que a família Canidae derivou-se dos ancestrais comuns da Ordem Carnivora há aproximadamente 40 milhões de anos. A família Canidae foi subdividida em três subgrupos: animais semelhantes às raposas, animais semelhantes aos lobos e canídeos sul-americanos.


Imagem cedida por DAAC, MorgueFile, NPS, WSDOT e Wyoming.gov 
Observando a diversidade de cães e canídeos selvagens, cientistas como Charles Darwin acharam que os diferentes tipos de cães deviam ser descendentes de diferentes tipos de canídeos selvagens. Entretanto, a análise do DNA mostra que os cães são descendentes apenas dos lobos. Mas, mesmo estando cientificamente provado que os cães são descendentes dos lobos, não está muito claro quando e como isso aconteceu.

Um Setter Inglês com filhotes
Imagem cedida por Hannah Harris
Um Setter Inglês com filhotes
Como os filhotes de lobos, os cães recém-nascidos são cegos, surdos e completamente dependentes de suas mães 
O problema desta teoria é que a mudança das características de lobo para cão só pode ter acontecido muito lentamente. Os lobos são relativamente uniformes em aparência, portanto, as chances de aparecimento de uma mutação aleatória em uma população cativa são pequenas. Levaria milhares ou, até mesmo, milhões de anos para surgir uma grande diversidade. Além do mais, a descoberta de fósseis mostra que não faz muito tempo que os cães apareceram. Testes de DNA indicam que os cães podem ter começado a se separar do lobos há 100 mil anos e esse tempo é considerado relativamente recente em termos evolutivos. Ainda assim, podemos ver nos cães a diversidade física mais radical entre todas as espécies de mamíferos. Há mais variação em tamanho, cor, tipo de pelagem e outros aspectos da aparência entre cães do que entre todas as outras espécies de canídeos.
E então, como isso aconteceu?
Publicações recentes, como o polêmico livro "Dogs: A Startling New Understanding of Canine Origin, Behavior, and Evolution," de Raymond e Lorna Coppinger, apresentam uma teoria alternativa sobre como os cães evoluíram dos lobos. O casal Coppinger sugere que alguns lobos se "auto-domesticaram". Quando os homens deixaram de ser uma sociedade nômade para viver em aldeias, criaram um novo nicho ecológico para os lobos das redondezas. O nicho tradicional dos lobos é o de caçadores de herbívoros (comedores de plantas), como cervos e alces. Este nicho requer que os lobos sejam grandes, fortes, inventivos e capazes de aprender com exemplos.
Os humanos, vivendo em comunidade, produziam restos de comida e outros resíduos, o que representa uma fonte valiosa de alimentos para os animais. Os lobos, morando perto das pessoas, começaram a tirar vantagem dessa fonte e os mais ousados conseguiam mais comida e sobreviviam melhor.

Filhotes de cão
Imagem cedida por Hannah Harris
Com 19 dias, os filhotes de lobos começam a desconfiar de estranhos. Em contraste, cães como esse Chihuahua mestiço, são receptivos ao contato com as pessoas até os 4 meses de idade.
Historicamente, o temor e a aversão ao contato com humanos era uma boa estratégia para os lobos selvagens, mas devido a esta atitude gastavam muita energia fugindo e não conseguiam alimentos de maneira tão eficaz quanto os mais ousados. Os lobos ousados sobreviviam melhor, reproduziam-se e tinham mais ninhadas. O grupo de lobos que permaneceu mais próximo dos homens seguiu um caminho evolutivo diferente. Esse grupo não precisava ser tão rápido ou criativo quanto seus ancestrais. Na verdade, ser pequeno era melhor porque animais menores precisam de menos comida. A característica principal para sobreviver nesse grupo era ser tolerante com os humanos. Esse processo foi conduzido pela seleção natural.
Na próxima seção, veremos como tanto a seleção natural quanto a artificial ajudaram na evolução do cão moderno.
Desenvolvendo a diversidade


Imagem cedida por Hannah Harris
Um filhote
recém-nascido de Setter Inglês
Seleção natural é o processo proposto por Darwin como o mecanismo por trás da evolução, é a "lei do mais forte". O conceito básico de seleção natural é que as condições ambientais (a "natureza") selecionam o quanto uma determinada característica de um organismo ajuda ou não na sobrevivência e reprodução desse organismo.
Algumas destas características são neutras, não beneficiam nem representam perigo para o indivíduo que as possui. Entretanto, outras afetam a habilidade de sobrevivência e reprodução do indivíduo. Animais que precisam se esconder e têm pelagem diferente e mais visível do que as outras espécies, provavelmente morrerão jovens sem ter tido filhotes. Quando isso acontece, a variação genética que causou aquela pelagem diferente estará perdida. Essa característica é eliminada. Por outro lado, animais que têm qualidades benéficas sobreviverão melhor e reproduzirão mais, aumentando a proporção destas características na população. Como essas características tornam-se mais comuns, a população muda à medida que fica mais adaptada ao ambiente.
A seleção artificial é conduzida pelo ser humano. O homem promove uma seleção direcional escolhendo os indivíduos que possuam as características que pretende selecionar e promove o cruzamento entre os indivíduos selecionados. Nas gerações seguintes faz o mesmo tipo de seleção. Desta forma, os genes responsáveis pelas características escolhidas aumentam de freqüência e tendem a entrar em homozigose. Ao mesmo tempo, pode-se evitar a reprodução de indivíduos que não possuam as qualidades desejadas.
A seleção artificial de cabeças cada vez maiores em Buldogues, por exemplo, significa que a maioria de seus filhotes precisará nascer por cesariana. Esta não é uma característica escolhida pela natureza, mas com a ajuda da medicina veterinária é possível selecionar um animal com esta característica.

Napoleon, um Buldogue Inglês
Imagem cedida por MorgueFile
Um Buldogue Inglês
De onde veio toda essa diversidade? Estudos feitos em fazendas de raposas na Rússia podem revelar a resposta. Nos anos 50, o cientista russo Dmitri Belyaev começou a cruzar seletivamente raposas prateadas criadas em cativeiro em uma fazenda de peles, com a idéia de domesticá-las. Ele escolheu cuidadosamente raposas mais tolerantes aos humanos do que as outras. Depois de algumas gerações, as raposas ficaram mais mansas. Porém, desenvolveram cores estranhas de pelagem e outras características diferentes, como orelhas caídas e caudas enroladas. As novas raposas de Belyaev latiam mais e as fêmeas entravam no cio mais cedo e com mais freqüência que suas ancestrais. Na verdade, as raposas de Belyaev tinham exatamente as mesmas qualidades que vemos em cães, mas nunca em lobos.

Três pastores alemães brincando de cabo de guerra
Imagem cedida por Hannah Harris
Pastores alemães demonstram um comportamento juvenil e brincalhão
Com base na pesquisa com as raposas, a pressão seletiva natural na população de lobos por um comportamento mais manso pode ter dado início a uma população de lobos com vários tipos de características. Surge, então, um grupo de animais que são menores e mais amistosos do que os lobos e de todas as cores. É a partir deste ponto que pesquisadores como os Coppingers dizem que os humanos começaram a adotar os filhotes, selecionando algumas características sobre as outras, usando a seleção artificial para criar os diferentes tipos de cães.
A criação das raças caninas

Um filhote de Collie
Imagem cedida por Ellen
Um filhote de Border Collie 
Em algum ponto, as pessoas que viviam com os cães perceberam que eles tinham características que poderiam ser aproveitados para diferentes atividades: eles latem para avisar que há um intruso; seu olfato e audição superiores fazem deles melhores localizadores de presas do que os caçadores humanos; e seu tamanho e agilidade facilitam o trabalho de caça.
De acordo com os Coppingers, lobos selvagens são predadores e seu comportamento segue a seguinte seqüência:
Orientar-localizar-espreitar-perseguir-pegar/morder-matar/morder-dissecar
Primeiro, o lobo observa sua presa. Então, concentra-se, espreita de uma maneira furtiva e prepara-se para a perseguição, que pode culminar em pegar/morder ou matar/morder, e esta seqüência pode acabar antes do matar ou dissecar.
Os lobos precisam usar todos esses comportamentos para sobreviver. Nos cães, esse padrão acaba. À medida que as pessoas criaram os cães, separaram os padrões de comportamento, enfatizando alguns aspectos e eliminando ou diminuindo outros, dependendo de seu objetivo.
As pessoas podem promover certas características cruzando cães com as mesmas características ou deixando que cruzem aleatoriamente, selecionando apenas os filhotes com as características desejadas. Em ambos os casos, a freqüência genética da qualidade desejada aumenta a cada geração.
Cães de pastoreio devem observar e espreitar, nunca morder ou matar. Cães galgos devem perseguir. Cães-de-caça devem pegar a presa mas nunca dissecar. Cães que fazem bem seu trabalho podem reproduzir, aqueles que não fazem bem não reproduzem. Com seleção intensiva, as características podem ser fixadas em poucas gerações. Em algum ponto, o novo tipo de cão pode ser chamado de raça.

Um Border Collie pastoreando cabras
Imagem de domínio público
Um Border Collie pastoreando cabras
Um Border Collie pastoreando cabras lembra muito um lobo espreitando sua presa. A cabeça fica baixa, o corpo perto do chão, os olhos fixos na presa. Entretanto, ele usa esse comportamento para fazer as cabras se moverem, não para caçá-las. O mais impressionante é que eles costumam ser muito melhores no que fazem do que os lobos dos quais descendem.
Para um tipo de cão ser reconhecido como uma raça, deve haver um registro dos cruzamentos por várias gerações. Estes animais devem ter características fixas, isto é, devem produzir ninhadas relativamente homogêneas. Para cada raça reconhecida por grupos como o American Kennel Club (em inglês), existe um padrão da raça. Esse padrão é uma descrição completa de como um exemplar ideal da raça deve ser e seu temperamento. O padrão especifica tudo: cor, comprimento e textura da pelagem, postura, atitude e formato dos olhos. Nem todos os exemplares da raça serão exatamente como descreve o padrão, mas os bons criadores estarão sempre tentando atingir esse objetivo.
Na próxima seção veremos cães de raça pura e mestiços.

Seleção e criação
Geralmente, apenas alguns poucos indivíduos podem gerar uma nova raça de cães: isso cria a seleção. Significa que, mesmo que haja muita diversidade genética entre todos os cães, somente as versões específicas desses genes possuídos por um pequeno número de reprodutores selecionados farão parte da nova linhagem. Se a pelagem branca é uma qualidade desejada, por exemplo, o criador selecionará somente cães brancos. Apesar de existirem muitas outras cores, as versões de genes que as codificam não farão parte da nova raça. Isso reduz a diversidade genética.
O efeito criação também pode reduzir a diversidade genética. Às vezes, grande número de animais de uma determinada raça são perdidos; pode ser que ela torne-se impopular ou uma doença mate muitos exemplares em uma área. Neste caso, grande parte da diversidade genética será perdida. À medida que o número de indivíduos de uma determinada raça é reduzida a poucos exemplares, a diversidade genética da população original não estará mais disponível, mesmo que a raça torne-se popular novamente e a população cresça.
Cães de raça e mestiços
Cães de raça pura representam populações geneticamente fechadas. Muitos cães de uma única raça são geneticamente parecidos uns com os outros. Uma análise genética de cinco raças de cães mostrou uma grande diversidade genética presente nos Golden Retrievers (raça relativamente comum), mas muito pouca diversidade nos Akitas. Não há tantos Akitas para escolher, então todos têm um grau de parentesco. Uma criação fechada significa que os cães de raça pura são uniformes em aparência. Também significa que é difícil escapar de problemas genéticos, porque muitos cães dessa população fechada têm os mesmos ancestrais.

Um Akita Japonês
Imagem cedida por Rodrigo Ambrozini/ SXC
Um Akita Inu Branco ou Akita Japonês
Um cão "puro" não significa necessariamente alta qualidade, saúde ou um bom exemplar da raça. Alguns filhotes de pais de excelente qualidade podem ser mais próximos do padrão do que outros. E muitos cães puros podem ter problemas sérios de saúde.
Com o advento da clonagem, o futuro da criação de cães poderá tomar outro rumo. Em 2005, pesquisadores sul-coreanos relataram que tinham clonado um Afghan hound macho com sucesso, para criar um cão geneticamente idêntico chamado Snuppy (que significa Soeul National University Puppy - filhote da Universidade Nacional de Seul). Para saber mais sobre clonagem, veja Como funciona a clonagem.
A última moda na criação de cães são os chamados mestiços programados. Um animal de uma raça é cruzado com um animal de uma raça diferente, na esperança de capturar as melhores qualidades de cada uma delas e, até mesmo, de eliminar alguns problemas. Os cruzamentos mais comuns são entre cães Retrievers, como os Labradores, e Poodles gigantes. Esses "Labradoodles" têm supostamente a natureza amigável e gentil dos Retrievers e a característica de não perder pêlos do Poodle.

Um Labradoodle F1
Imagem cedida por Derek Ramsey
Um Labradoodle F1 (primeira geração)
Gregório Mendel (1822-1884) desenvolveu as leis básicas da genética fazendo cruzamentos entre ervilhas com qualidades diferentes - ervilhas verdes ou amarelas, de plantas altas ou baixas, etc. Os mesmos princípios, chamados genética mendeliana, também se aplicam aos cães. O cenário genético mais básico é quando um gene em um locus específico determina cada característica (a localização de um determinado gene é chamada locus do gene).

Outro Labradoodle F1
Outra variação de um Labradoodle F1
Uma pelagem lisa ou crespa, por exemplo, pode ser determinada por duas versões diferentes do mesmo gene. Essas versões alternativas, que diferem muito pouco em sua seqüência de DNA, são chamadas alelos. Um cão herda um alelo de cada um dos pais no locus de tipo de pelagem. Esses alelos podem ser os mesmos ou diferentes. Se forem os mesmos, o indivíduo é homozigoto naquele locus. Se forem diferentes, o indivíduo é heterozigoto (veja a seção "Entendendo a herança código genética" em Como funcionam as heranças genéticas para mais detalhes).
Cães de raças fechadas tendem a ser homozigotos no locus que determina o tipo de pelagem. Se você cruzar um cão homozigoto para um tipo de pelagem com outro que seja homozigoto para outro tipo de pelagem, terá uma ninhada totalmente heterozigota naquele locus. Na verdade, a herança genética para tipo de pelagem pode ser bem mais complicada do que a representada pela simples herança mendeliana, mas o princípio básico é o mesmo. Todos os Labradoodles da ninhada terão pelagem parecida (neste caso, ondulada e que não perde pêlos), como resultado da combinação de dois alelos diferentes de seus pais.
Porém, não há a possibilidade de cruzar dois Labradoodles e ter uma ninhada deles, porque essa não é uma raça pura, você estaria cruzando dois heterozigotos. Neste caso, teria alguns filhotes mais parecidos com Labradores e alguns mais parecidos com Poodles ou qualquer coisa entre os dois. Isso acontece porque são mestiços cruzados com mestiços e não dois indivíduos puros. Outra coisa a ser lembrada é que problemas hereditários, como a displasia de quadril, estão presentes em ambas as raças e não são eliminadas pelo cruzamento delas.
Raças brasileiras
  • Fila Brasileiro: o fila brasileiro teria sido trazido ao Brasil pelos portugueses e espanhóis e pode-se encontrar nele características de suas raças formadoras (como o olhar tristonho do Bloodhound, o temperamento do Bulldog e a compleição física do Mastiff). Foi a primeira raça brasileira a ser reconhecida pela FCI (Federation Cynologique Internationale).
  • Buldogue Campeiro: teve sua origem no Buldogue inglês do tipo antigo, introduzido no Brasil pelos imigrantes europeus, no século XIX. Reconhecido pelo FCI.
  • Terrier Brasileiro ou Fox Paulistinha: tem sua origem nos diversos Fox trazidos da Europa no começo do século XX. Está com homologação provisória no FCI.
  • Dogue Brasileiro ou Bull Boxer: a mistura perfeita entre a docilidade do Boxer e a coragem do Bull Terrier. Está com homologação provisória no FCI.
  • Ovelheiro Gaúcho: foi desenvolvido no Rio Grande do Sul a partir da raça Collie e também de Border Collies sem qualquer planejamento, ao acaso, pela necessidade do peão gaúcho de ter um cão que o ajudasse no árduo trabalho nas fazendas da região. Tem homologação provisória no FCI.
  • Veadeiro Pampeano ou Veadeiro Brasileiro: há uma hipotése de que ele ele seria um cão nativo da América do Sul, hipótese apoiada no fato deste cão poder ser encontrado em várias regiões do Brasil e também em diversos outros países da América do Sul. Também está com homologação provisória no FCI.


De raça de trabalho a cão de companhia
As raças de cães foram criadas por razões diferentes. Alguns foram criados para serem companhias. Outros, para serem "cães de colo". Em contraste, algumas raças foram criadas seletivamente para pastorear ovelhas, para corridas ou para puxar trenós.

Cães puxando um trenó
Imagem cedida por Roy White/ SXC
Cães puxando um trenó em New Hampshire
Um Pastor Australiano que nunca viu uma ovelha, ainda assim, tentará pastorear. Dálmatas foram criados incrivelmente resistentes, de maneira que pudessem correr o dia todo ao lado das carruagens. Mas isso também significa que não ficam satisfeitos com uma volta rápida no quarteirão. Rottweilers foram criados para arrebanhar o gado, usando sua estrutura poderosa para tocar as vacas pela estrada até o mercado. 

Dálmata
Imagem cedida por Emily Roesly/MorgueFile
Dálmatas são cães muito ativos e precisam de muito exercício
Criar cães não é uma tarefa fácil e é importante pesquisar qual é o cão certo para você. Veremos isso na próxima seção.
O cão certo para você

A situação dos abrigos

Filhote mestiço de Sheltie em um abrigo
Imagem cedida por Hannah Harris
Um filhote mestiço de Sheltie
De acordo com a Humane Society (Sociedade Protetora dos Animais) dos Estados Unidos, uma estimativa de 3 a 4 milhões de gatos e cães morrem em abrigos a cada ano simplesmente porque não há lares suficientes para eles.
Castre seus animais (se custo for um problema, procure a Sociedade Protetora de Animais de sua cidade para maiores informações) e se estiver pensando em trazer um novo cão para sua casa, considere adotá-lo em um abrigo.
Dependendo do que espera de seu novo cão, você precisa pesquisar para que a raça foi criada. Um cão de ataque terá mais energia do que um cão de companhia.
Dentro de qualquer raça há indivíduos que representam as qualidades que a raça enfatiza. Pesquise junto a um grupo de resgate, onde os cães de raça são cuidadosamente avaliados, para saber sua função e nível de energia. Por outro lado, um mestiço pode ser a melhor escolha para você.
Criadores e grupos de resgate responsáveis trabalham duro para encontrar o dono certo para os cães, de acordo com sua personalidade e estilo de vida. Eles sabem que um cão cujas necessidades intelectuais e de energia são atendidas será um cão feliz e bem comportado.
O melhor cão para uma pessoa pode ser um pesadelo para outra. Ao procurar um novo cão, é importante evitar criadores mais interessados em ganhar dinheiro do que em produzir filhotes de qualidade para lares selecionados. Criar cães para ganhar dinheiro é uma controvérsia, pois existem mais cães do que lares disponíveis. Além disso, criação responsável envolve muitos gastos.

Um cão e um garoto
Imagem cedida por Hannah Harris
Descobrir como o cão vai se adaptar ao resto da família também é um fator importante na escolha do animal
O relacionamento entre seres humanos e cães é longo e complicado. Existem mais de 350 raças reconhecidas e um número infinito de mestiços e cães que não têm raça alguma. Há cães que encontram pessoas desaparecidas, cães que detectam bombas e drogas, guiam cegos, pastoreiam e guardam animais, confortam os doentes; há até mesmo cães que detectam certos tipos de câncer. De maneira geral, há cães que simplesmente dividem e enriquecem nossas vidas. Saber mais sobre os cães nos permite escolher a raça certa ou entender e apreciar o cão que já temos.
Para mais informações sobre o que os cães fazem ou como escolher o cão certo de acordo com o seu estilo de vida, confira os links da próxima seção.

Jenkins
Imagem cedida por Harris

Cães de exposição
Dentre as raças mais populares, existem várias linhagens de animais, criadas com objetivos diferentes. Uma exposição canina é como um concurso de beleza. Os árbitros procuram animais que estejam mais próximos do padrão da raça, mas apesar de ser exigido que os cães tenham bom comportamento, eles não são julgados de acordo com o trabalho para que foram criados. Muitas vezes um bom cão de exposição não é um bom cão de trabalho.

Um Cocker Americano

Um Cocker Inglês
Imagem cedida por Ellen
Um Cocker Americano (esquerda) e um Cocker Inglês (direita)

Muitos entusiastas de raças caninas tentam juntar forma e função em seus cães, não apenas indo a exposições, mas também competindo em provas de trabalho. Entretanto, a maioria das raças caninas são separadas em linhagens de "exposição" e linhagens de "trabalho". Às vezes, os sub-tipos dentro da raça divergem tanto que as pessoas envolvidas decidem que não são mais uma raça, e sim duas. Existem agora dois tipos de Cocker Spaniel: o americano, conhecido como um cão de companhia com uma pelagem exuberante, e o Cocker Inglês, um cão de caça com pelagem mais curta.
Fonte: Hannah Harris.  "HowStuffWorks - Como funcionam os cachorros".  Publicado em 10 de março de 2006  (atualizado em 19 de janeiro de 2009) http://casa.hsw.uol.com.br/cachorro.htm  (09 de maio de 2013)