Proprietário: André Luiz Vieira Fernandes
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Filhotes de pug abricot com pedigree CBKC, primeira dose da vacina V10 importada aplicada, vermifugados, microchipados e com kit filhote PremierPET. Valores: machos R$1.400,00 à vista ou parcelado com acréscimo de taxa e juros em até 12 vezes no cartão de crédito. Fêmeas R$2.000,00 à vista ou parcelado com acréscimo de taxa e juros em até 12 vezes no cartão de crédito.


sábado, 16 de julho de 2011

O Cão e o Homem

A visão clássica que temos do cão de trabalho é daqueles que executam tarefas para as quais foram especificamente criados, selecionados e treinados.

Sem querermos entrar na semântica, poderíamos, com uma visão mais abrangente, considerar cão de trabalho qualquer "cão que torne a vida um pouco melhor, um pouco mais fácil, um pouco mais feliz para o homem".

Alguns cães são, proposital ou inadvertidamente, introduzidos na vida de determinadas pessoas e transformam-nas em pessoas um pouco mais felizes.

Nos últimos anos temos conhecimento de intensas pesquisas sobre a utilização de cães na psicoterapia. Uma dessas pesquisas, estudou um grupo de 30 pacientes mentais, a quem foi dada a oportunidade de um relacionamento com um cão.

A maioria dos pacientes mostrava-se quase que totalmente dependente da equipe e suas atitudes eram bastante infantis. Ao receberem os cães, começaram a perder parte dessa dependência, passando a aceitar a responsabilidade de lidar com o cão. Gradativamente foram se tornando menos introvertidos, recuperaram a autoconfiança, melhoraram o relacionamento com outras pessoas e começaram a sentir alegria no trato com o animal.

O resultado, surpreendente até para os pesquisadores, apresentou os seguintes dados: 28 pessoas mostraram algum tipo de progresso, sendo que 5 se destacaram com melhoras profundas; os 2 pacientes que não tiveram alteração de comportamento recusaram-se a aceitar um cão de estimação, o que impossibilitou uma conclusão em relação a eles.

Uma explicação para os resultados benéficos alcançados pela presença do cão neste tipo de tratamento é encontrada no fato da grande dependência do homem que esse animal tem na aceitação que demonstram com pessoas de comportamentos normais, uma característica não compartilhada pela maioria de nós, mortais. Por isso, o paciente não se sente rejeitado, o que provoca um aumento do auto-estima e uma razão de viver, pela responsabilidade irrecusável que assume ao ter um cão sob seus cuidados.

Também em prisões e abrigos para menores têm-se observado a utilização de cães executando função semelhante à desempenhada nos hospitais. Outra vez, tudo gira em, torno da certeza que o cão exige atenção e cria dependência e, por esse motivo, pode ajudar a recuperar criminosos e pessoas socialmente mal-ajustadas, incutindo-lhes um senso de responsabilidade e auto-estima.

Embora possam não parecer evidentes, são grandes as vantagens e a importância de se manter um cão em casa. São eles uma ótima companhia a pessoas solteiras ou viúvas, normalmente podem "substituir" crianças ou companheiros perdidos, razão pela qual são importantes no sentido de trazer felicidade a vidas vazias.

As crianças também são beneficiadas pela existência de um cão em casa. Ao presenciar um cão aprender a ter auto-controle, a criança vê os resultados desses comportamento num animal de estimação bem educado. Se isso lhe for conveniente e oportunamente explicado, ela poderá compreender os motivos do controle, quer do auto-controle como do controle exercido por outra pessoa.

Alguns psiquiatras também vêem enorme vantagem no fato de casais recém-casados, ainda sem filhos, possuírem um cão. Aprendendo a cuidar de uma criatura dependente, o casal estará melhor preparado para quando o bebê nascer. "Educar um cão antes de educar um filho" tem sido uma máxima defendida também por inúmeros e conceituados pediatras.

Vale ressaltar que o exagero deve ser evitado, em face da possibilidade da responsabilidade se tornar grande demais. A medida certa, a dose exata tem que ser procurada para que não haja uma inversão de papéis, de maneira que a pessoa se torne dependente do cão.

Da mesma forma, é importante alertar para o fato de que o cão também tem sua individualidade, seus momentos de "saco cheio", sua necessidade de instantes de calma e reflexão na privacidade de seu canto, que devem ser respeitados pelas pessoas que o cercam, sejam adultos ou, principalmente, crianças.

Se tudo isso for compreendido e acontecer na proporção correta, então posso afirmar que a convivência será a melhor possível.
Fonte: GEARY, Michael "Pictorial Encyclopédia of Dogs", Intercontinental Book Productions, Inglaterra, 1978